14 de janeiro de 2011

Pêndulo

Tic
Novamente, outro segundo grita mudo
Toc
Algo surge novo neste velho mundo
Tic
Deita-se um, ergue-se o outro
Toc
Pelo recém-nascido o velho jaz morto
Tic
Enruga a pele, mata inocência
Toc
Abre os olhos à real decadência
Tic
Frenético no seu ritmo certo e constante
Toc
Numa corrida sem fim, perto e distante
Tic
Ajuntar-se-á antes de se afastar
Toc
Já tinha expirado antes de se esgotar
Tic
Mas findou sereno no seu esperado inferno
Toc
Porque só mesmo o tempo pode ser eterno
Tic, Toc

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