10 de janeiro de 2011

Apenas mais um

Sou apenas mais um...
Do que me vale referir a singularidade para tentar por-me de parte do resto do mundo quando toda a gente o faz e no fim somos um todo? Podia estar aqui a divagar infinitamente sobre a relatividade da nossa singularidade multipessoal e da forma de como cada um é especial à sua maneira, embora sempre inspirado em alguem que também era (pelo menos em parte) assim e pseudo-distinguir-me tal como me afirmar como supostamente inferior... Mas basicamente não sou nenhuma merda dessas.

Aquilo que vejo é o que pode talvez distinguir-me de um ou outro individuo, porque sinceramente não me acho tão especial que seja completa e definitivamente unico num planeta com biliões de pessoas... Mas passando à minha introdutoria divagação, o que posso ter de realmente peculiar é o que vejo...

E o que vejo?

No fundo vejo-me a mim proprio sem cinismos. Considero-me um ser capaz de se auto-avaliar (grande novidade) e que aprendeu a conviver consigo proprio e a aceitar as suas proprias ideias por muito que estas possam chocar com padrões, normas e dogmas já establecidos dezenas de anos antes sequer do meu tetra-quadra-avô saltar de um testiculo para o outro... O que normalmente resulta em que as pessoas me chamem estupido.
Mas no fundo de tanta estupidez, acredito que as pessoas num ponto me dão razão... Essencialmente no ponto em que eu afirmo que fui correcto no que disse ou no que fiz, independentemente da forma como concretizei a minha acção e que me opus a algo sem fundamentos...

Esse algo sem fundamentos...

É o que me rodeia a todo o momento, coisas que são respeitadas porque alguém diz que devem ser respeitadas, coisas sagradas porque alguém acredita nelas e as "atira" completamente para cima de mim, gente que se presume inteligente mas quando chega a hora da verdade consegue concretizar as maiores bacoradas da historia, pseudo-moralistas e conservadores que após uma noite de farra roçam-se e enroscam-se com o estranho mais bem-parecido que lhes aparece à frente... Uma hipocrisia bem disfarçada e bonita para "Inglês ver" à qual eu me oponho. Não às pessoas.
Sim porque essas são livres de fazerem o que querem (ai que bonito uma noção de liberdade e um direito inalienavel do ser humano, yay) desde que não interfiram com a liberdade dos outros. Que me importa que uma rapariga que condena outra por olhar para um ou outro vá foder com o gajo da esquina? Que me importa que um jovem perfeitamente saudavel se agarre ao cavalo? Que me importa se na Praça de Espanha vai haver uma manifestação de gays nus? Nada... Desde que não me metam em problemas.

Agora se me perguntarem se concordo com alguma dessas coisas, obrigam-me imediatamente a responder com uma negação. Claro que as vozes da hipocrisia me iriam chamar retrogrado, homofobico e tantos outros palavrões do seculo XXI para "oprimir" quem não é a favor de todas essas coisas, mas eu no fim do dia tenho de me sentir bem comigo mesmo e não com o resto do mundo. Não é ele que me faz sentir feliz, não é ele que me cura as doenças... Sou eu.

Logo. a unica coisa que me distingue da hipocrisia do ser humano é a minha Insana e Insensata forma de "ver", porque não "vejo" o que "fica bem na fotografia", mas sim a minha propria forma de "ver".

Not bad for a 1st experience huh?

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