Este é para alguém que até escreve bem e que me inspirou a tentar mais prosa.
Joana de Carvalho
Amor. O melhor sentimento do mundo. Será?
O amor corrompe almas, aliena o bom-senso, desfaz o que se pensava antes concreto, troca a calma por uma ansiedade tal que nos dispara o coração e desfaz o pobre amante vezes e vezes sem conta.
Mas é num momento de amor que existe a maior das concretizações. O que outrora poderia ser considerado negativo vale a pena desde que quem ama o sinta. Por todo o amor que quer e que pode dar e pelo amor que pode receber em troca da pessoa que ama.
Quem nunca amou? Quem nunca olhou para trás e, ao reviver momentos passados se riu do que fez ou jurou por amor? Quem nunca pensou e disse "se fosse hoje..."?
Mas não foi bom antes? Se fosse hoje e, o sentimento, a cumplicidade, a paixão louca e descabida de si e a cegueira consentida por quem se ama fossem todos iguais... Não se iam repetir os actos e palavras?
Quando se ama, todo o pormenor nos desperta atenção e sentimento. Todo o pequeno acto ou palavra mexe connosco e, mesmo sensivelmente instáveis, nos sentimos bem por amar.
Todos os toques, os "amo-te", os beijos, os momentos passados ganham significado quando antes podiam até passar despercebidos. Amar faz abrir os olhos para a vida como ela realmente é e ajuda a goza-la, aproveitando-a...
Amor mata sim. Deixamos de viver a nossa vida para vivermos em função de quem amamos... Mas quando há amor não deve haver arrependimento e, mesmo que a pessoa na realidade nem mereça o amor que lhe foi dado, não é isso que nos deve impedir de amar novamente.
Porque o que será uma pessoa se ela não conseguir amar de verdade?
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